





Imigração e Cidadania
janeiro 12, 2026
Portugal aprovou recentemente uma lei de imigração mais rígida que tem impacto direto na vida dos brasileiros que já vivem no país ou pretendem se mudar. O texto, que ficou conhecido como “lei anti-imigração”, surge após meses de debate político e já provoca insegurança entre milhares de pessoas. Entre as mudanças, está a exigência de residência mínima de dois anos para solicitar a reunião familiar, regra que pode ser reduzida para um ano apenas quando o casal comprovar que já mantinha uma relação antes da mudança. Outra alteração que preocupa é o fim da possibilidade de entrar como turista e depois regularizar a situação no país, caminho que durante anos foi usado por muitos brasileiros. Agora, será obrigatório solicitar um visto consular ainda no Brasil, o que torna o processo mais caro, burocrático e arriscado.
A lei também prevê exceções, como flexibilização para filhos menores e pessoas com deficiência, mas, de forma geral, impõe barreiras maiores para quem deseja estabilizar a vida em território português. Especialistas alertam que o endurecimento pode resultar em mais famílias separadas, aumento da informalidade no mercado de trabalho e pressão emocional sobre imigrantes que já enfrentam dificuldades de adaptação. Não à toa, entidades de apoio a estrangeiros têm manifestado preocupação com o impacto humano dessas mudanças, lembrando que os brasileiros são hoje a maior comunidade estrangeira em Portugal.
Para quem já está no país, cresce a sensação de instabilidade e incerteza quanto ao futuro. Para quem ainda planejava mudar, o desafio será maior: é preciso investir tempo e recursos em um visto adequado antes mesmo de embarcar. No fim, a promessa de vida mais tranquila em Portugal passa a exigir muito mais preparo e cautela, reforçando um cenário de pressão e de escolhas difíceis para os brasileiros no exterior.